Diálogo – caminho para unidade

“Palavras são janelas ou são paredes. Elas nos condenam ou nos libertam” - Ruth Bebermeyer


O ambiente familiar tem grande importância na formação da personalidade e no aprendizado para o convívio social. É o ambiente para aprendermos nos reconhecer e reconhecer os outros.

O conceito de unidade nos remete à qualidade de ser único, e como seres humanos, assim o somos no mundo, o que nos torna um ser humano especial, e também oferece o desafio de tentar compreender e conviver com “os diferentes” de nós. Mas o conceito de unidade também nos remete à ideia de unicidade e de não poder ser dividido. É a partir do princípio de que somos individuais e exclusivos, mas que, também somos sociais e unidos à família e ao meio social que vivemos que trago os princípios da comunicação não-violenta de Marshall Rosenberg como alternativa para nos relacionarmos melhor uns com os outros - em unidade.


Nesse período pandêmico aonde as relações familiares estão sendo reconfiguradas o aumento do tempo de convivência têm trazido à tona uma das barreiras nos relacionamentos – a dificuldade na comunicação.


O propósito da comunicação não violenta é de nos convidar para atitudes positivas ao invés de atitudes negativas. Compreende que nossas emoções são uma resposta natural ao que nos acontece, no entanto, podemos nos gerenciar para responder de forma mais respeitosa, com compreensão, compaixão, gratidão, preocupação pelos outros ao invés de atitudes egoístas, preconceituosas e agressivas.


A partir de uma postura aberta para dar e receber com compaixão, fazendo para o outro o que pudermos para que saibam que no momento daquela conversa, só interessa o que o outro está me dizendo. Quantas vezes respondemos aos filhos ou cônjuges sem lhes dar a devida atenção? Sem demonstrar o menor interesse para o que nos trouxeram? Fazemos várias coisas ao mesmo tempo, e culpamos a ocupação por nosso modo automático de resposta, nutrindo nossos relacionamentos de frases ditas sem pensar, formadas por ideias que concebemos sem avaliar o que o outro realmente estava querendo nos dizer.


Os conflitos aparecem de forma mais explícita e presente quando estamos “presos ao nosso discurso e nossas ideias sobre as situações”.


Passos para a comunicação não violenta:

1) Observação. Observe de fato o que está acontecendo na situação, sem fazer julgamento ou avaliação.

2) Sentimento. Identifique e nomeie (frustração, raiva, tristeza) o que você está sentindo ao observar aquela situação.

3) Necessidades. Reconheça quais são as suas necessidades ligadas ao sentimento que você identificou. (Necessidade de apoio, de alimentação...)

4) Pedido. Faça um pedido específico. Informe o que você observou, suas necessidades e sentimentos e diga claramente o que você precisa.

A aplicação da comunicação não violenta nos coloca num estado compassivo natural. Permitindo que nos coloquemos no lugar do outro e também que busquemos soluções para ajudar o outro a solucionar uma situação. Sendo eficaz em relacionamentos íntimos, familiares, entre amigos, nas organizações, em terapias e situações de conflito.

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Responsável técnico:

Mara F. F. Pita

CRP:04/35.171

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