Crianças e Adolescentes Ansiosos


Cerca de 10 a 20% de crianças e adolescentes vivenciam problemas de saúde mental no mundo, segundo a OMS.

De acordo com o modelo cognitivo, cinco esferas de funcionamento mudam quando as crianças ficam ansiosas. Elas experimentam alterações psicológicas, de humor, comportamentais, cognitivas e interpessoais. O tratamento centra-se em acalmar os sintomas, ensinando habilidades de enfrentamento.

Existem diferenças na manifestação dos sintomas de acordo com cada fase do desenvolvimento. Mas os sintomas tendem a ser os mesmos. É possível perceber os sinais da ansiedade através das respostas fisiológicas (sintomas físicos) através de queixas corporais por exemplo, com o aumento das queixas de tontura, desconforto estomacal, falta de ar, irregularidades intestinais, sudorese, aumento na frequência cardíaca. As queixas físicas precisam ser avaliadas pelo médico para reduzir a hipótese clínica de outras doenças que estejam interferindo na emissão desses sintomas.

Também é comum a presença de mecanismos cognitivos ( há presença de pensamentos que fazem uma antecipação de consequências desastrosas), de alterações no comportamento (evitando situações que produzem a sensação de ansiedade), alterações motivacionais (desejo de estar longe da situação traumática), e afetivas (sentimentos de terror, medo excessivo, pânico).

Os sintomas cognitivos mais trabalhados na psicoterapia relacionam-se com a forma como as crianças interpretam as informações. É comum o relato de que :" Alguma coisa ruim vai acontecer e não vou ser capaz de lidar com isso" Elas esperam que o pior aconteça e duvidam de sua capacidade de enfrentamento.

Crianças/adolescentes com transtorno de ansiedade têm mais dificuldade para fazer amizades, do que aquelas que não apresentam o problema. A ansiedade em nível patológico tem um impacto grande na vida social e escolar das crianças e adolescentes, resultando em consequências futuras sérias. Podendo trazer consequências para a interação social (escolar e futuramente no trabalho), no desenvolvimento de crenças negativas sobre si (interferindo na autoestima, na autoeficácia), pode interferir na predisposição para quadros depressivos, pode interferir no consumo de alimentos e outras substâncias.

Por isso é importante que os pais/responsáveis e educadores que fazem parte da rotina e do universo infanto-juvenil estejam atentos para mudanças de comportamento, e que busquem ajuda o quanto antes para minimizar os efeitos da ansiedade na vida da criança/adolescente.

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Responsável técnico:

Mara F. F. Pita

CRP:04/35.171

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